Está sendo traída? “Há um app para isto.”
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Nos últimos meses, um aplicativo para Android está causando o maior burburinho em terras nipônicas. Com o receio de serem traídas, namoradas podem rastrear o celular e o paradeiro do seu parceiro, e na maioria dos casos, sem o consentimento do mesmo. Até mesmo o Governo Japonês se intrometeu na história.
Kare Log (ou literalmente “Registro do namorado” em japonês) é um aplicativo criado pela empresa Manuscript, com sede em Tóquio. Lançado no último dia 30 de agosto, este aplicativo permite que as jovens que sintam que estão sendo traídas poderem rastrear o celular do parceiro, usando o sinal GPS do mesmo e ver a localização através de um mapa num PC e além disso, poder ver o histórico de chamadas e o nível de bateria. Em posse dessas informações, a pessoa pode descobrir (ou confirmar) que recebeu um par de chifres de presente.

Mas segundo o The Mainichi Daily News, no mesmo dia em que foi lançado, além de uma grande repercussão no Twitter, cerca de 30 emails de protestos foram recebidos pela empresa, mas não só de namorados que tiveram seus caminhos errantes descobertos, mas como do próprio governo Japonês.
Segundo o Ministro dos Assuntos Internos e Comunicações disse que “O consenso da pessoa que está sendo rastreada é muito importante. Houve problemas como o Kare Log foi anunciado.” Com isso, a McAfee considerou o Kare Log como um “Programa Potencialmente Não Desejado” já que o mesmo atuava como um spyware, camuflado no sistema. A Manuscript pôs uma nota no seu site se desculpando pelos incômodos e atualizou o programa que mostra um ícone quando está sendo executado.
Segundo o Kotaku, Kare Log não passa de uma versão high-tech dos serviços de detetives privados, muito popular nas últimas décadas, emobra dispendisosos, chegando a custar até ¥85.000 (quase R$ 2.000). Há uma empresa chamada Officel que oferece um serviço que permite você seguir o seu parceiro (ou sua parceira) em até um Helicóptero ou em um Hummer (!).
“Nós somos ainda uma compania desconhecida, então pensei que poderíamos focar em programas anti-traição, mas nós fomos longe demais.” disse o Presidente da Manuscript Yoshinori Miura. “Eu não acho que tivemos muitas críticas.”



